Ver Renato Gaúcho feliz e sorridente é natural. O desempenho do Fluminense nesta Copa do Mundo de Clubes potencializa. Porém, se formos falar de adjetivos, também precisamos adicionar “estudioso”. Não que ele não fosse. Mas subestimado neste ponto. Ao receber a reportagem do ge antes do duelo contra o Chelsea, nesta terça-feira, no MetLife Stadium, em Nova Iorque, o treinador mostrou as suas várias versões.
Semifinalista da Copa com o Fluminense, Renato vai ganhando amigos enquanto avança de fases. Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, por exemplo, revelou ser fã de seu trabalho e até pediu para ser “convidado para jogar futebol em Copacabana”. Renato o corrigiu, disse que sua praia preferida é a de Ipanema e se mostrou disposto a bater bola com o português.
— Eu fiquei muito contente com os elogios dele (Abel), mas nessa parte ele foi mal (risos). Com todo o respeito a Copacabana, é Ipanema (a melhor). Mas quando eu voltar para o Brasil, quando a gente tiver um tempinho, pode ter certeza que eu vou cuidar dele para jogar um futevôlei. E tomar aquele chopinho porque ninguém é de ferro, né? Dá para aprender (depois de velho). A gente ensina tanta coisa para os nossos jogadores que entre a gente pode ter certeza que vai dar jogo.
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Renato Gaúcho em entrevista para o JN — Foto: Marcello Neves/ge.globo
Os sorrisos seguem quando fala sobre sua filha, Carolina Portaluppi, que se tornou um amuleto do Fluminense nos Estados Unidos. Recentemente, viralizou um vídeo nas redes sociais em que ela comprou uma bolsa de uma marca famosa para o comandante. Ele brinca ao dizer que “vai devolver” após saber o preço.
— Claro, filha a gente alivia. Lógico que eu amo minha filha. Eu não gosto que ela me filme, mas de vez em quando ela consegue me filmar. Mas, se eu ficar mais um mês aqui fora, eu quebro. Ela é uma máquina de gastar. Por isso estou trabalhando até hoje. Depois que eu soube o preço (da bosa), acho que vou revender. Vou botar naquele saquinho lá que leva as minhas coisas, meu shampoo, meu pente, minha escova. Acho que vou botar naquele saquinho lá e vou revender, porque pelo preço que ela pagou, não é mole, não.
— Uma das coisas que eu mais converso, é só você pesquisar com todos os jogadores, com todos os grupos que eu trabalhei, o quanto eu falo de parte tática. Então, muita gente fala, porque o Renato não fala de parte tática nas entrevistas, mas com todo o respeito a você, eu não tenho que falar de parte tática com você, jornalista. Tenho que falar de parte tática com os meus jogadores, é com eles que eu tenho que falar. Até porque eu poderia perguntar assim, será que todos os jornalistas entendem a parte tática? É uma boa pergunta, porque tem muitos que eu costumo chamar de engenheiro de obra pronta. “Ah, fez o esquema, deu certo, não é bom, o esquema foi muito bom, ele treinou, esse era o esquema”. Aí quando monta o esquema e não ganha, “ah, fez mal, não entende, estragou, o esquema não foi bom”. Aí o engenheiro de obra pronta, ganha é bom, perdeu é ruim. Então eu costumo falar muito de parte tática, eu procuro falar principalmente quando eu estou com o meu grupo no vídeo e depois um campo com eles. É com o meu grupo, pelo menos, esse é o meu pensamento, na minha cabeça, é com o meu grupo que eu tenho que falar de parte tática.
Por GE

