Adversários neste sábado, às 19h (de Brasília) no Allianz Parque, Palmeiras e Juventude protagonizaram uma negociação que marcou o futebol brasileiro na década de 90: a transferência de Cafu do time gaúcho para o Verdão. Um negócio que serviu para driblar o São Paulo, clube em que o lateral-direito fez história.
O caso aconteceu há 30 anos, em 1995. Em janeiro daquele ano, Cafu fora vendido pelo São Paulo para o Zaragoza, da Espanha, por 3,6 milhões de dólares.
O lateral-direito atuou pela equipe entre 1989 e 1994 e participou de títulos como o bicampeonato da Libertadores e do Mundial em 1992 e 1993.
O desempenho fez com que ele se transformasse em um sonho para o Palmeiras, que em 1992 passou a ter seu departamento de futebol gerido pela Parmalat, também cogestora do Juventude. Foi o início de uma era multicampeã do Verdão paulista, com altos investimentos.
– A gente sabia que se fosse comprar direto do São Paulo, não venderia, porque era um astro deles. Ele estava sendo negociado com um time espanhol e fiz uma ponta para comprar uma parte pelo clube espanhol, compraríamos em conjunto – relatou José Carlos Brunoro, executivo de futebol do Palmeiras na era Parmalat, ao ge.
O São Paulo, desconfiado do risco de o rival contratar Cafu, decidiu colocar uma cláusula ao vendê-lo ao Zaragoza. Uma transferência para o Palmeiras, até o início de 1996, só aconteceria mediante o pagamento de uma multa ao clube também de 3,6 milhões de dólares. A passagem curta pelo Juventude foi planejada para burlar esta cláusula.
– Eu fui para o Zaragoza na intenção de ficar quatro anos, fiz um contrato de seis meses com extensão de quatro anos, para caso não me adaptasse. E acabei não me adaptando mesmo. Só que no meu contrato tinha uma cláusula que eu não poderia voltar para o Palmeiras. Específica – relembrou Cafu, ao ge.
Por GE

