A cidade de Paulo Afonso, no interior da Bahia, tem vivido uma situação de tensão e protestos desde a suspensão temporária do programa social “Cartão Paulo Afonso Cidadania”. Com um impacto direto na vida de mais de 4 mil pessoas, que dependem do benefício, a medida tem gerado uma onda de insatisfação na população.
O Cartão Paulo Afonso Cidadania, criado para oferecer apoio financeiro a famílias em situação de vulnerabilidade social, é um dos principais mecanismos de inclusão na cidade. De acordo com informações, o programa tem sido responsável por injetar, mensalmente, mais de 220 mil reais na economia local, impulsionando o comércio e garantindo a compra de itens essenciais para os beneficiários.
A suspensão, que ainda não tem previsão de retorno, tem deixado muitos cidadãos sem o auxílio para a compra de alimentos e itens básicos. “A gente dependia do cartão para colocar comida na mesa. É uma situação difícil, porque a gente já enfrenta tantas dificuldades e agora temos que lidar com isso”, desabafa, uma moradora de Paulo Afonso e beneficiária do programa.
Para comerciantes locais, o impacto também é significativo. O dinheiro do cartão circula principalmente em estabelecimentos de pequeno porte, como mercados e lojas de bairro, fortalecendo o comércio local. Sem o benefício, muitos relatos de queda nas vendas começaram a surgir. “Com o cartão, o movimento era melhor. Quando os clientes recebiam o valor, compravam aquilo que mais precisavam. Agora, sinto falta desse dinheiro entrando no meu caixa”, explica um comerciante local.
Redação Anderson Gomes.