5 de abril de 2025

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Léo, do Athletico, registra queixa após sofrer racismo e cobra igualdade e respeito: “Que pague”

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O zagueiro Léo, do Athletico, compareceu nesta segunda-feira na Delegacia Móvel de Atendimento a Futebol e Eventos (Demafe) para registrar o boletim de ocorrência após ser vítima de racismo. No último sábado, o jogador foi chamado de “macaco” após ser expulso no empate por 0 a 0 contra o Coritiba, no Couto Pereira

— Momento difícil. Eu luto por essa causa e passar por isso não é legal. Neste momento eu fiquei muito próximo da minha família. Agora é fazer o que tem que ser feito para que essa pessoa não cometa mais isso com ninguém. A gente não pode ocupar um lugar de vítima em momento nenhum. Que a pessoa pague pelos seus atos. O que peço é respeito e igualdade — disse o jogador.

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra uma pessoa, localizada na torcida do Coxa, chamando o jogador de “macaco”, logo após Léo ser expulso, no primeiro tempo da partida.

— Macaco não se cria no Couto Pereira. Vai em bora, Léo Pelé, seu preto, macaco do c***. Olha para cá, seu macaco — diz a pessoa no vídeo.

Pedido de prisão preventiva

 

Após o jogo, Léo e um segurança do Athletico foram até o posto da Demafe no Couto Pereira para fazer um boletim de ocorrência sobre o caso, mas o local já não tinha ninguém após o jogo. Por isso, o caso foi registrado nesta segunda-feira.

O processo de identificação do autor do vídeo e das ofensas a Léo está em andamento. O Coritiba trabalha em conjunto com a Demafe, cedendo as imagens registradas por câmeras de segurança do estádio, para auxiliar na busca pela pessoa.

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De acordo com o delegado da Demafe, Luiz Carlos de Oliveira, assim que o responsável for identificado, será expedido um pedido de prisão preventiva contra o mesmo.

— Nosso trabalho é difícil, de identificação, não é fácil. Muito provavelmente até o meio da semana já estaremos com a identificação desse torcedor, o responsabilizando e pedindo sua prisão preventiva, tendo em vista que não é mais permissível que tenhamos, no século XXI, atos de racismo e de injúria racial. As pessoas têm que se conscientizar que o suor e o sangue são da mesma, seja qual for a etnia — o delegado.

Clubes se pronunciam

 

Em nota, o Athletico informou que “está adotando todas as providências cabíveis para que os responsáveis sejam identificados e punidos na forma da lei” e que “segue prestando total apoio ao atleta Léo.

O Coritiba se posicionou, em nota nas redes sociais, repudiando o episódio e destacando que vai buscar identificar o torcedor.

— O racismo jamais deve fazer parte do futebol. O que aconteceu com o atleta Léo é e sempre será inaceitável. Lamentável que tenha ocorrido em nosso estádio. Tomaremos todas as medidas que estiverem ao nosso alcance para identificar o agressor e continuaremos trabalhando para que isso jamais se repita — escreveu o Coritiba.

A Federação Paranaense de Futebol, em nota, repudiou o ato racista e criminoso contra Léo e pontuou que espera “que os responsáveis sejam identificados e punidos pelas autoridades”.

O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), também se manifestou nas redes sociais sobre o episódio e destacou que vão “aguardar a polícia identificar quem fez isso e cobrar punição”.

Por GE

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